terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Presentear crianças com livros? Por que não?

O escritor e ilustrador mineiro Ziraldo criou polêmica ao afirmar, em entrevista à revista Crescer, edição de abril de 2006, “E por esta razão que eu digo – para criar a questão – que ler é mais importante do que estudar. No currículo escolar devia ter uma matéria chamada ‘gostar de ler’.
Também, é verdade, que não se pode exigir de uma criança que sejam ávidos leitores, quando nós pais não somos os exemplos.
Peter Hunt afirmou que: “Um bom livro infantil é um livro que faz todos, adultos e crianças, pensarem. Mas o mais importante é que as crianças estejam sempre em contato com as obras. Quanto mais livros as crianças lerem, maior será a capacidade delas de escolha e de comparação” .


Minha pergunta é: Por que as pessoas não presenteiam com livros? Adultos ou crianças...

A segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, promovida pelo Instituto Pró-Livro, revelou que 85% dos entrevistados não leitores, nunca foram presenteados com livros. É como se tivessem tirado dessas pessoas a oportunidade de sonhar, de viajar em mundos desconhecidos, em terras nunca visitadas.

Ao longo dos séculos e até hoje vários pensadores, filósofos e formadores de opinião expressam sua ligação, seu amor e sua dependência da leitura. “Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria”, falou o escritor e ensaísta argentino Jorge Luiz Borges. Já Bill Gates, o pai da tecnologia acessível a todos, comentou: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.”

Cabe a nós dar o primeiro passo. Independente se foram os egípicios, os romanos ou os cristãos que começaram com o hábito de comemorar e de presentear, se percebe que uma coisa é unânime: se doava o que era de mais precioso. E não há tesouro maior do que levar cultura às pessoas, de ensinar-lhes a ter prazer de viajar enquanto se lê, e a ver o mundo de novas maneiras, já que durante a leitura usamos a mais alta tecnologia de ponta: a nossa imaginação.

Que possamos ousar presentear com livros e que eles gerem muito assunto para debater e discutir tornando as relações familiares e pessoais cada vez mais fortes. Faço minhas as palavras do escritor inglês Joseph Addison: “A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo”. 
Fonte – PublishNews

Fica a dica do dia: LEIA MAIS e descubra os benefícios dessa prática tão prazerosa.
Boa noite a todos!


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